Uma Fábula Chilena
Uma Lagarta e um Girino se conhecem, se apaixonam e decidem se casar. O Girino é um Sapo na sua fase embrionária, ou seja, um filhote de Sapo. Entre beijos e abraços, nasce entre os amantes um pacto para um futuro casamento: –“Quando crescermos, vamos nos casar! – disseram selando o nupcial pacto!
Enquanto isso, o Girino continua sua metamorfose de vida dentro da lagoa, por ser parte do processo evolutivo da natureza que o transformaria num Sapo.
O tempo passa! A Lagarta – fazendo a sua fase transitória – se enclausura em seu casulo para hibernar-se na espera da metamorfose que a transformaria numa Borboleta. Enquanto isso, o Girino permanece na lagoa e – com o passar do tempo – se transforma em um enorme Sapo ‘mais feio que o cão chupando manga’. Após a transformação, o Sapo já não é mais aquele: o Sapo está muito abatido e triste por procurar, sem encontrar a pretendente: a sua amada Lagarta.
Ele, todavia, não entrega os pontos, não se dá por vencido! Decidido, continua firme na esperança de encontrar-se com seu amor, sua namorada, a linda Lagarta.
A Lagarta, com o passar do tempo, também passou pela sua biológica transformação natural: adentrou-se em um casulo para hibernar. A esperada hibernação termina! A Lagarta é agora, uma linda Borboleta com asas contendo uma maviosa aquarela de cores deslumbrantes. No seu primeiro voo por entre as flores – e ainda pensando no seu amado Girino – busca encontrá-lo em meio ao lago onde se conheceram. Ao longe, ela o vê. Assustada com o que estava vendo (Vale repetir que o Sapo era – e continua sendo – mais feio que o cão chupando manga.) desiste de cumprir o trato feito de se casarem quando fossem adultos. Pensando bem (Humpf!), nunca vou me casar com esta coisa horrenda. Credo em cruz! Vou ficar longe, bem longe desta coisa feia! – dissera a Lagarta aos seus botões. E assim dizendo e pensando a Borboleta alça voo por entre as flores, sumindo da frente do Sapo sem que ele, dela, se apercebesse.
O Sapo – tadinho dele – resolvido a encontrar a sua amada, se embrenha por entre o emaranhado jardim formado pelas lindas flores que abundavam em torno do lago. Em dado momento, os seus enormes olhos veem uma suculenta e linda Borboleta que, distraída, sugava o néctar de uma das flores. O Sapo, abrindo sua bocarra, estica a sua comprida língua e (“Glupit”), numa só ‘linguada’ come a linda Borboleta ‘sem saber que estava comendo a sua esperada e desejada amada’!
Moral da história:
Não importa o quanto você seja feio, mas tendo uma boa língua (Lábia: bom de língua, bom de papo!), você “come qualquer pessoa que quiser”!
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Nota do autor:
Aos meus diletos e conspícuos amigos e amigas deste Sodalício Recantista que a mim honram com as suas visitas à minha Escrivaninha, quero agradecer-lhes, bem como, dizer-lhes que depois de um período de dificuldades vividas – e pelos tenebrosos e tristes acontecimentos vivenciados – estou de volta. Esta data é de suma importância para mim e por todos nós por ser O Dia do Escritor. Portanto, a todos os meus ilustres Confrades e Confreiras deste nosso Sodalício Recantista – grandes poetas e poetisas de talentos inigualáveis – quero desejar-lhes um Feliz Dia do Escritor!
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