O Canto da Terra Viva
Antes do mapa, havia o rastro. Antes da fronteira, havia o horizonte.
Celebrar o Dia dos Povos Indígenas é escutar o silêncio que as árvores guardam e entender que a terra não nos pertence; nós é que pertencemos a ela. É honrar o povo que fala a língua dos rios e que lê o destino nas estrelas, mantendo vivo o fogo da ancestralidade em um mundo que teima em esquecer suas raízes.
Ser indígena é ser o guardião do amanhã, protegendo o sopro da floresta para que o futuro ainda tenha ar. Que hoje nossa homenagem não seja apenas em palavras, mas em respeito à sua autonomia, proteção às suas terras e reverência à sabedoria de quem já estava aqui quando o tempo ainda era jovem.
A herança indígena não está apenas nos livros de história; ela pulsa em nosso sangue, na nossa culinária, nos nomes que damos aos lugares e na força que nos faz brasileiros. Que a luta seja visível e que a cultura seja eterna.

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